18 de março de 2011

Sem tuas feridas, onde estaria a tua força?

Fingir que não temos feridas é uma mentira egocêntrica. E não apenas egocêntrica, mas autodestrutiva. Quando sou levado pelo medo e pela vergonha a ocultar minhas feridas, não são apenas as outras pessoas que mantenho na escuridão. Se é assim, por que é tão fácil eu me agarrar com unhas e dentes aos sentimentos ruins e às minhas dores, se o que eu deveria fazer é descartá-los?

Dietrich Bonhoeffer disse certa vez que a culpa é um ídolo,
e ele tinha razão, pois algumas pessoas, em se tratando de sentimento de culpa, são insaciáveis, e “qualquer coisa da qual eusempre precise mais torna-se um deus para mim"

Mas, culpa? Por que alguém haveria de adorar no altar da
culpa? Seria porque se trata da culpa da própria pessoa e nin guém pode tirá-la a não ser ela? Ou porque isso dá estrutura à sua vida? Ou seria porque, no final das contas, a culpa tem a ver com a própria pessoa? “Qualquer coisa da qual eu sempre precise mais torna-se um deus para mim .”

Enquanto fingimos ser bons demais para precisar de perdão, ou miseráveis demais para recebê-lo, vivemos num paralelo solitário com as outras pessoas sem nunca as encontrar de verdade. 

   
   


#SEXXXCHURCH



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